• Mistress Mahara

Submissão feminina e empoderamento.

Trago aqui uma discussão importante, e que como figura de voz ativa no BDSM acho indispensável. Numa época em que nós, mulheres, temos nossa sexualidade redescoberta por nós mesmas, colocamos em pauta muitos assuntos que se interligam com nossa independência, liberdade de expressão, prazer sexual e segurança. Temos o empoderamento em ascensão, com diversos temas a serem discutidos. Dentre eles, quando falamos de BDSM é inevitável listar, como um dos principais pontos a submissão feminina. Quando falamos de submissão feminina, entendemos que a cultura em que nós mulheres fomos criadas, principalmente em gerações anteriores, tem como principal objetivo moldar nosso comportamento, a ponto de abrirmos mão de quem somos ou do que queremos, apenas para agradar e atender ao outro, e a sociedade como um todo.


A mulher que escolhe ser submissa dentro do BDSM, decide vivenciar experiências que estimulam seu auto conhecimento, e consequentemente seu prazer e auto confiança. Ser submissa no BDSM, significa que você reage com prazer a estímulos externos, e que por um momento decide abrir mão das responsabilidades de saber o que fazer, para entregar nas mãos do dominante em que você confia. Este é um tema, que eu já cheguei a discutir sobre em um dos meus vídeos didáticos, mas é sempre importante lembrar que todos os participantes de práticas BDSM devem se manter bem informados.




No caso da parte dominante, para realizar práticas responsáveis. Já na parte submissa, saber se proteger de um abuso é essencial. Já que em qqr meio, todas estamos sujeitas a isso, independentemente da posição. Se um dominante passa a cometer qqr tipo de agressão, passa a restringir comportamentos, vestimentas, objetivos de vida, relações sociais ou qqr outro ponto da sua vida, é abuso. Portanto, a submissão dentro do BDSM dá o direito e a liberdade de denunciar, cortar relações ou tomar qualquer medida contra quem comete um abuso. A submissão feminina no BDSM significa liberdade de ir e vir, conhecer as formas com que seu corpo reage a diversos estímulos, e ter o poder de escolha para ser e fazer o que quiser. A liberdade feminina está na autonomia de suas escolhas.

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